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Aclasta – saiba tudo sobre esse medicamento

O medicamento Aclasta tem como princípio ativo o ácido zoledrônico. Aqui você encontrará todas as informações relacionadas ao medicamento, tais como para que serve, quais seus efeitos colaterais, como deve ser aplicado, seu custo e correlatos. 

O ácido zoledrônico é um fármaco comercializado com nome comercial de Aclasta e tem como função realizar a reabsorção óssea osteoclática. É um medicamento que pertence a classe dos bifosfonatos, que são fármacos utilizados para reduzir a presença de cálcio na corrente sanguínea quando este está muito elevado. 

A elevação dos níveis de cálcio na corrente sanguínea pode ocorrer, dentre outras coisas devido, por exemplo, a presença de um tumor, que acelera a renovação óssea com princípio no osso. 

Para que serve o Aclasta?

O Aclasta tem como princípio ativo o ácido zoledrônico e está classificado como um medicamento bifosfonato. Sua utilização é bem ampla na medicina, podendo ser utilizado como no exemplo mencionado acima, para redução dos níveis de cálcio no sangue devido a hipercalcemia provocada por um tumor. Mas claro que essa é apenas uma de suas múltiplas utilizações farmacológicas. 

O Aclasta serve dentre outras coisas como um medicamento que visa reduzir a incidência de fraturas no quadril, não vertebrais e vertebrais de mulheres na fase de pós-menopausa. Para essas mulheres também pode atuar para aumentar a densidade óssea. 

O mesmo medicamento também pode ser utilizado para evitar fraturas clínicas após fraturas no quadril tanto em homens quanto em mulheres pós-menopausa

Ainda consta na gama de possibilidades de uso do Aclasta o aumento na densidade óssea de homens com osteoporose, prevenção da osteoporose em mulheres com quadro de osteopenia na pós menopausa, no tratamento do Paget nos ossos e na prevenção e no tratamento da osteoporose causada por glicocorticoides.

Após a utilização do medicamento para os casos mencionados acima, ele terá validade de um ano, sendo a segunda dose ministrada após um ano da aplicação da primeira.

O que é o Aclasta?

O Aclasta é na prática o nome comercial do fármaco ácido zoledrônico, um medicamento que apresenta múltiplas funcionalidades no mercado e que pode dentre outras coisas ser um bom aliado para o tratamento e a prevenção da osteoporose.

É um medicamento da classe dos bifosfonatos. Os bifosfonatos são medicamentos utilizados para reduzir a presença do cálcio na corrente sanguínea, que pode ter o seu nível aumentado por diferentes fatores, como por exemplo, um tumor, ocorrência denominada de hipercalcemia induzida por tumor. 

O medicamento Aclasta também tem uso para o tratamento do Paget no osso. A doença é marcada por uma remodelação óssea que é mais comum na região da pélvis, do crânio, das pernas e da coluna.

Especialmente quando utilizado no tratamento da Paget nos ossos o medicamento Aclasta pode apresentar uma durabilidade superior a um ano. Todavia o seu médico deverá avaliar a necessidade de reaplicação de uma segunda dose. 

Além das indicações de uso aqui, é importante reforçar que o Aclasta é um medicamento que pode ser utilizado para o tratamento de câncer com metástase manifesta nos ossos. 

No caso do uso para o tratamento do câncer, especialmente o câncer de próstata, mama e medula com metástase nos ossos, o medicamento não foi desenvolvido para esse princípio fim, mas comumente é bem utilizado. Isso acontece pelo mecanismo de funcionamento do Aclasta. 

Mecanismos de ação 

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Ilustração: mecanismos de ação

Nos tipos de câncer em que temos o envolvimento dos ossos, há o processo acelerado de depósito e remoção do cálcio e também do fósforo, uma vez que como sabemos os ossos não são estáticos e esse processo é natural, mas no caso do câncer é acelerado. Esse processo leva a dores e ao enfraquecimento ósseo, o que pode levar a fraturas também. 

Com o uso o Aclasta se evita que os osteoclastos removam o cálcio presente e levem ao progressivo enfraquecimento ósseo. Igualmente o medicamento tem forte impacto sobre as células cancerígenas, conseguindo retardar o seu crescimento, conseguindo retardar a progressão da metástase e até mesmo conseguindo reduzir a necessidade de radioterapia nesses locais (é preciso que um médico determine quanto a necessidade ou não de radioterapia).

Como se administra o Aclasta? Onde tomar?

O medicamento Aclasta vem em frascos plásticos prontos para o uso. Cada frasco contém cem ml. O fraco contém solução para realização de infusão por meio intravenoso na condição 5mg/100ml.

O medicamento Aclasta é um medicamento para infusão incolor e estéril, totalmente límpido. Os meios de utilização devem ser rigorosamente seguidos de acordo com recomendação médica. 

Para pacientes que utilizaram o medicamento Aclasta para o tratamento da osteoporose, o mesmo deve ser aplicado por meio de uma única infusão ao ano, na dose usualmente utilizada de cinco mg. A aplicação deve ser feita diretamente na veia do paciente pelo médico responsável pelo tratamento ou enfermeiro.

A infusão tem tempo estimado de aproximadamente quinze minutos. O recomendado é que o paciente faça uso de suplementos de vitamina D e também de cálcio prescritos pelo médico uma vez que apenas a alimentação não será suficiente para suprir a demandas por estes dois macronutrientes. 

Para pacientes que farão uso do Aclasta para tratamento da doença de Paget do osso, o medicamento será administrado de maneira similar, por meio de aplicação intravenosa, diretamente na veia do paciente, sendo o responsável pela aplicação o seu médico ou enfermeiro. 

A infusão e o uso de suplementos por pacientes com Paget

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Ilustração: uso de suplementos

A infusão também tem tempo estimado de quinze minutos e a dose habitual é igualmente de cinco mg. Como mencionado anteriormente, no caso do tratamento do Paget, a aplicação de uma segunda dose talvez não seja necessário tendo transcorrido apenas um ano. Somente o seu médico poderá avaliar a necessidade ou não de uma segunda dose. 

No tratamento do Paget é possível que o médico recomende a utilização de suplementos de vitamina D, sobretudo nos primeiros dez dias. Caso o seu médico faz a prescrição quanto a utilização de suplementos, siga rigorosamente a sua recomendação para evitar que os seus níveis de cálcio fiquem muito baixos na corrente sanguínea após a utilização do medicamento. 

Quais os efeitos colaterais da injeção Aclasta?

Assim como qualquer medicamento, o Aclasta pode trazer efeitos colaterais após a sua utilização. Todavia é importante mencionar que não são todos os usuários do medicamento que o apresentam. Na maioria dos casos nenhum tratamento específico é indicado. 

Dentre os efeitos colaterais muito comuns é possível mencionar febre e sintomas gripais, tais como cansaço, dores musculares, calafrios e dores nas articulações.   

Os efeitos colaterais comuns são: mal-estar, diarreia, náusea, tontura, vômito, cansaço, dor nas juntas e articulações, fraqueza, dor nos braços e pernas. 

Para pacientes que estão utilizando o medicamento para o tratamento do Paget nos ossos, os sintomas comuns são dormência, espasmos musculares, formigamento e respiração ofegante. Os sintomas nesses pacientes são desencadeados pelos baixos níveis de cálcio na corrente sanguínea. 

Os sintomas colaterais incomuns relacionados a utilização do medicamento estão sonolência, tremor, perda de consciência, boca seca, alteração no paladar, inchaço nos tecidos, erupção cutânea, distúrbios alimentares, conjutivite, vermelhidão, coceira e dor nos olhos, dor abdominal e inchaço nas juntas. 

Há ainda os efeitos raros que acometem um a cada um mil pacientes. Nesses casos temos inchaço na face e na região da garganta, erupção cutânea com prurido, dificuldade para respirar com tosse e chiado e dor e vermelhidão nos olhos.

Entre os efeitos muitos raros, frequentes em um a cada dez mil usuários do Aclasta, temos reação alérgica grave que pode levar a dificuldades para respirar e tontura. 

Os efeitos colaterais relacionados a primeira infusão do Aclasta são comuns e ocorrem em cerca de quarenta por cento dos casos. Mas tendem a se tornar menos frequentes com a utilização recorrente do medicamento. 

Onde comprar o medicamento Aclasta?

Você deve estar se perguntando agora onde comprar o medicamento Aclasta, com tantos benefícios. O medicamento pode ser adquirido tanto em algumas drogarias quanto em laboratórios. Para facilitar, é possível que o paciente que precisa fazer uso do Aclasta realize a sua compra por meio da internet, o que acaba facilitando bastante. 

O que pouca gente sabe é que embora não integre a lista de medicamentos preconizados pelo Sistema Único de Saúde, o SUS, atendendo alguns requisitos é possível obtê-lo por meio de uma ação judicial. Para pacientes que possuem plano de saúde, um bom caminho e igualmente um caminho mais rápido acaba sendo a ação judicial ser movida contra o plano de saúde. 

O plano de saúde tende a cumprir as decisões judiciais mais rapidamente do que o SUS, o que dá ao paciente acesso ao medicamento mais rápido. 

Para que o medicamento possa ser solicitado pelo SUS ou pelo plano de saúde é preciso atender alguns requisitos, são eles, ser um medicamento com registro sanitário na Anvisa (esse é o caso do Aclasta), não apresentar outro medicamento que traga para o paciente a mesma resposta terapêutica (essa deve ser uma conclusão do médico responsável pelo seu caso) e o paciente não pode ter condições de arcar com o tratamento. 

Qual o valor do Aclasta?

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Ilustração: valor do medicamento

Caso o paciente não tenha recursos para manter o tratamento com Aclasta, como mencionado no tópico anterior, pode mover uma ação judicial para que o seu plano de saúde, ou o Sistema Único de Saúde, banque o medicamento e o tratamento. 

O Aclasta é um medicamento considerado de alto custo, tendo um valor relativamente elevado, o que pode fazer com que efetivamente não seja viável a compra para um grande percentual de usuários que precisam utilizar o medicamento. 

O custo de uma ampola do Aclasta com cinco mg, contendo cem ml custa entre oitocentos e dez reais a até um mil e duzentos reais. A variação de valor está diretamente relacionado a região e o local de venda do medicamento. Assim como também está diretamente ligado ao laboratório que produz o medicamento. 

Alto custo e administração anual

O alto custo do medicamento pode comprometer o orçamento, mas é preciso lembrar que a sua administração é feita anualmente, isso para o caso do tratamento para osteoporose. No caso do tratamento para Paget no osso, a infusão do Aclasta pode ter validade superior a um ano, podendo ser necessária uma segunda dose após mais de um ano. 

Todavia, vale destacar que somente o seu médico poderá avaliar a necessidade de reaplicação e qual o período para que ela ocorra. 

Aliás, a administração do Aclasta seja a primeira infusão ou a segunda devem ser acompanhadas do médico responsável pelo caso, somente assim é possível garantir com eficiência os resultados terapêuticos esperados a partir do seu uso. Assim como o uso de suplementos vitamínicos quando recomendados pelo profissional médico tantos para pacientes que tratam a osteoporose quanto para pacientes que fazem uso do medicamento para tratamento do Paget.

Apesar do valor elevado do medicamento em um primeiro momento, quando utilizado seguindo todas as recomendações, apresenta excelentes resultados e mais do que isso, possui um tempo de duração bem elevado antes de ser necessário uma segunda infusão.

Qual é melhor Prolia ou Aclasta?

Até aqui vimos várias informações sobre o Aclasta, mas quem precisa utilizar de medicamentos mais fortes para o tratamento ou a prevenção da osteoporose pode acabar tendo dúvidas sobre o uso do Aclasta ou do Prolia. Afinal, qual dos dois é melhor? 

Prolia contém denosumabe, que é uma proteína anticorpo monoclonal que tem como foco de ação outra proteína, atuando de modo a retrair a perda óssea, ação similar a do Aclasta, por meio de mecanismos diferentes. Através do tratamento com o Prolia o osso se torna mais forte e dessa forma menos propenso a quebras.  

A redução do hormônio estrôgenio nas mulheres e da testosterona nos homens são os responsáveis pelo enfraquecimento dos ossos, o que pode deixá-los propenso a quebras, condição denominada de osteoporose. 

Tanto o Aclasta quanto o Prolia possuem o mesmo uso, ou seja, são indicados para os mesmos fins, como, por exemplo, o tratamento e a prevenção da osteoporose, assim como para redução da perda óssea em pacientes com osteoporose em tratamento terapêutico com glicocorticoides, assim como pacientes com perda óssea submetidos ao tratamento do câncer, tanto câncer de mama quanto de próstata.

Assim como o Aclasta o Prolia também atua na osteoporose em homens e em mulheres na fase da pós menopausa, reduzindo as chances de fraturas no quadril, tanto vertebrais quanto fraturais não vertebrais. 

Mas qual e o melhor?

Como você deve ter percebido até aqui, o medicamento Prolia age de maneira bem similar ao medicamento Aclasta, o que muda acaba sendo o tempo de reaplicação necessária entre um medicamento e outro e igualmente o princípio ativo de um e de outro. 

No caso do Prolia, o princípio ativo é o denosumabe, proteína anticorpo monoclonal, administrada de maneira subcutânea de seis em seis meses. Já o Aclasta tem como princípio ativo o ácido ácido zoledrônico, administrado de modo intravenoso anualmente. 

Para determinar qual dos dois medicamentos é melhor, é fundamental que o médico responsável por avaliar o paciente determine isso. Uma vez que somente ele pode avaliar qual dos medicamentos trará ao paciente melhor resposta terapêutica para o quadro em questão. 

Para que serve Aclasta 5mg?  

O medicamento Aclasta é comercializado e utilizado usualmente em doses de cinco mg por cem ml. A sua utilização, como vimos até aqui é destinada para a prevenção e o tratamento da osteoporose, tanto em homens quanto em mulheres na pós menopausa. Também pode ser utilizado para o tratamento de pacientes em uso de glicocorticoides.

Em outras palavras, o Aclasta em dosagem de cinco mg em frascos de cem ml é a dosagem padrão utilizada para os tratamentos mencionados aqui ao longo desse post. 

O Aclasta de cinco mg será utilizado de maneira intravenosa com administração feita pelo seu médico ou enfermeiro responsável. O procedimento leva cerca de quinze minutos tanto para pacientes que estão a utilizar o Aclasta para o tratamento e prevenção da osteoporose quanto para a doença de Paget. 

Como mencionado acima, a dose de cinco mg de Aclasta é a dose usual, assim sendo é a dose que deve ser reaplicada após um ano especialmente em casos de pacientes com osteoporose. Para pacientes com Paget nos ossos o médico deve avaliar o caso, uma vez que é possível que não seja necessária uma reaplicação tão logo tenha completado um ano.

Então, o Aclasta cinco mg é a dose padrão do medicamento, comumente utilizada para os casos aqui mencionados, no qual tem validade de um ano para o tratamento da osteoporose, e podendo ter uma validade superior a de um ano para o quadro de Paget nos ossos. 

Qual a composição do Aclasta?

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Ilustração: composição

O Aclasta é o nome comercial do composto ácido zoledrônico. O ácido zoledrônico é classificado como um composto bisfosfonatos. O composto é utilizado para reduzir a perda óssea, sendo utilizado no tratamento e na prevenção da osteoporose, tanto de homens quanto de mulheres. 

No caso das mulheres, em especial no período da pós menopausa. Alterações nos hormônios estrôgenio e testosterona são os principais responsáveis pela perda óssea, que pode levar ao enfraquecimento dos ossos e até mesmo a sua quebra. Condição que denominamos de osteoporose. 

Até aqui vimos um pouco sobre os usos do Aclasta, sua composição, administração e até mesmo efeitos colaterais. Abaixo veja casos em que esse medicamento é contraindicado. 

Contraindicações

Aclasta é contraindicado para pacientes com quadro de hipocalcemia, que é quando os níveis de cálcio já estão muito baixos na corrente sanguínea. Também é contraindicado para pacientes grávidas, que pretendam engravidar ou que estejam amamentando, assim como pacientes com doença grave nos rins ou que possuam alergia ao ácido zoledrônico, ou outros bisfosfonatos. 

Igualmente é um medicamento contraindicado para pacientes que apresentem algum tipo de alergia a qualquer componente de sua fórmula.

Para mulheres grávidas, a utilização deve ver rigorosamente recomendada pelo médico responsável pelo caso. Da mesma forma, em caso de suspeita de gravidez, o médico com a qual a paciente faz tratamento deve ser previamente informado. 

Pacientes com deficiência de cálcio ou vitamina D, assim como pacientes com idade avançada ou que tiveram partes do intestino removidas, bem como aqueles que tiveram glândulas paratireoides ou a tireoide removidas cirurgicamente, ou que não sejam capazes de tomar suplementos de vitamina D ou cálcio devem fazer uso com cuidado do Aclasta.

Como tomar ácido zoledrônico?

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Ácido zolodrônico – Densis

O ácido zoledrônico não deve ser administrado em conjunto com outra substância seja ela de qualquer natureza. Vale frisar, o ácido zoledrônico não deve ser misturado nem tão pouco administrado de modo intravenoso com qualquer substância, sendo recomendado que a sua administração seja feita por meio de uma única linha de perfusão. 

Essa linha de perfusão deve ser independente e com uma constante taxa de infusão. Caso o medicamento tenha passado por um processo de refrigeração antes do processo de administração intravenoso, é fundamental que atinja a temperatura ambiente antes de ser aplicado.

O tempo para infusão não deve ser inferior a quinze minutos e deve ser utilizado respiro. A aplicação deve apresentar velocidade constante. 

Como de praxe, técnicas de assépticas devem ser rigorosamente seguidas antes da aplicação para maior segurança do paciente. 

A solução é de uso único e qualquer eventual quantidade não utilizada deve ser descartada. Após aberto, o medicamento deve ser utilizado dentro do prazo de vinte e quatro horas, se conservado a temperatura de dois a oito graus. 

A utilização do medicamento Aclasta não imediatamente após aberto é de responsabilidade do usuário. É recomendado verificar as condições da solução antes de realizar o seu manuseio. Ela deve estar límpida e incolor. Em caso de qualquer eventual alteração em seus aspectos geais a indicação é que o medicamento seja descartado, sendo contraindicado o seu uso. 

Em caso de dúvidas sobre a possibilidade de uso ou não do medicamento, consulte um farmacêutico de sua confiança para avaliação e determinação do fârmaco. Ele poderá determinar com propriedade se o medicamento ainda pode ou não ser utilizado. 

Onde aplicar ácido zoledrônico?

O ácido zoledrônico deve ser administrado uma vez ao ano, no caso de pacientes que realizam o tratamento para a osteoporose, por exemplo, pelo seu médico ou enfermeiro. A aplicação é endovenosa, sendo feita diretamente na veia do paciente. 

Vale mencionar como vimos anteriormente, a infusão deve ser feita de modo constante, não podendo demorar menos do que quinze minutos. 

Para pacientes que realizam a utilização do medicamento para outros fins, como por exemplo, o tratamento da doença de Piget, a validade de uma aplicação pode ser superior a um ano e somente o médico responsável pelo caso poderá avaliar a necessidade de realizar uma nova aplicação.

Ou seja, o ácido zoledrônico só pode ser aplicado diretamente na veia do paciente, de maneira endovenosa. A aplicação precisa ter o tempo mínimo de quinze minutos sendo necessário que a infusão seja constante. 

Também vale mencionar que a administração do medicamento deve ser feita apenas em adultos com mais de dezoito anos e mediante solicitação médica. 

Não é necessário que o paciente que passará pelo procedimento de aplicação do ácido fique de jejum, mas é indicado que evite refeições pesadas nas quatro horas anteriores a realização do procedimento de infusão. 

Vale destacar que a infusão do medicamento ácido zoledrônico somente é feita após entrevista médica que determina a aplicação do medicamento para o paciente. 

A entrevista

Nessa entrevista o médico ou profissional responsável avalia as condições clínicas do paciente para recebimento da medicação.

Como mencionado anteriormente, por via de regra, alguns médicos podem solicitar que o paciente realize a utilização de suplementos de cálcio e de vitamina D após a aplicação do medicamento, é importante estar atento quanto a isso para evitar comprometimento dos efeitos terapêuticos esperados. 

A necessidade de suplementação de cálcio e vitamina D está restrita as orientações do seu médico, mas indicada para pacientes que não conseguem entregar estes nutrientes em bons níveis por meio apenas da alimentação. 

Quais os efeitos colaterais do ácido zoledrônico?

A recomendação é que o paciente avise imediatamente o seu médico em caso de manifestação de sintomas indesejados após a administração do ácido zoledrônico. 

Os sintomas, entretanto, tendem a ser leves e passageiros. Dentre os sintomas comumente relacionados estão o aumento da temperatura corporal, sintomas gripais, febre, dores de cabeça, fadiga, sonolência, dores musculares, fraqueza, dores nas juntas, dores ósseas e calafrios. 

Na grande maioria dos casos, felizmente, os sintomas desaparecem em poucas horas ou no máximo após alguns dias após a aplicação do medicamento, não sendo com isso necessário a adoção de nenhum tratamento específico. 

Raramente ocorreram relatos graves de dores a níveis incapacitantes especialmente nos ossos mas também acometendo os músculos assim como as juntas. 

Também aparecem como efeito raro, osteonecrose na mandíbula, que seria na prática um dano ocorrido sobre a estrutura óssea da mandíbula. Esse é um dano raro e acomete uma parcela pequena entre os utilizadores do medicamento. 

Os sintomas da steonecrose ocasionada pelo ácido zoledrônico temos dos nos dentes assim como na mandíbula, dormência ou sensação de mandíbula pesada, assim como inchaço ou ferimentos na região. A sensação de estar com os dentes moles também é um sintoma comum presente no quadro. 

Para pacientes que venham a utilizar o ácido e apresentem alguns dos sintomas relacionados a osteonecrose é fundamental que o oncologista ou dentista responsável seja rapidamente avisado para avaliar o quadro. 

Não raramente também são relatados outros sintomas relacionados ao uso do medicamento como por exemplo alterações nos padrões de sono, formigamento ou dormência tanto nos pés com nas mãos, assim como, pressão arterial baixa, diarreia, bolinhas na pele, pressão arterial alta, dificuldade para respirar, dentre outros. 

Raramente o uso do ácido zoledrônico leva alguém ao desmaio, mas é noticiado como possível ocorrência rara. 

Qual a função do ácido zoledrônico?

Entender a função do ácido zoledrônico é fácil, basta apenas entender como ele funciona. Na prática ele é um composto que atua sobre a reabsorção do cálcio, ou reabsorção óssea, sendo um composto bifosfonato, anti-hipercalcêmico. 

Mas na prática o que ele faz? O ácido zoledrônico na prática a um inibidor de reabsorção óssea que ocorre pela mediação dos osteoclastos. Essa atividade, tem como resultado a diminuição da liberação de cálcio por parte dos ossos que pode ser desencadeada por tumores por exemplo. 

No caso especial de pacientes que possuem maior concentração de cálcio no sangue devido ao câncer o ácido zoledrônico aumentará o poder de processamento e excreção da urina para liberar cálcio e fósforo.

Dentre as indicações de uso ácido zoledrônico, podemos mencionar as metástases ósseas justamente com o intuito de reduzir a concentração de cálcio na corrente sanguínea. Mas o medicamento também tem uso como prevenção ou tratamento da osteoporose. Isso devido ao seu mecanismo de atuação. 

Se atentando unicamente a função do ácido zoledrônico quando presente no organismo, o mesmo tem a ação de inibir a reabsorção óssea provocada pelos osteoclastos. É um medicamento classificado como bifosfonatos, que são aqueles utilizados para redução da concentração de cálcio quando este se encontra muito elevado na corrente sanguínea. 

Por que o cálcio pode estar elevado?

O cálcio pode se elevar na corrente sanguínea devido a um tumor, por exemplo, que pode acelerar a renovação óssea normal, aumentando com isso a presença do cálcio na corrente sanguínea. O ácido zoledrônico atua tentando parar essa renovação acelerada pelo tumor.

Também atua de modo a reter a liberação do cálcio por parte do osso em pacientes em tratamento da osteoporose ou que visam a sua prevenção. Isso porque com a liberação desse cálcio para a corrente sanguínea os ossos se tornam mais fracos e passíveis de quebras. 

Justamente devido a esse mecanismo de atuação que o ácido zoledrônico também é usualmente muito utilizado por pacientes que estão em tratamento para a osteoporose. 

O que fazer para aliviar as dores da osteoporose?

Somente quem sofre com osteoporose sabe o quão suas dores podem ser terríveis. Mas há meios para aliviar as dores da osteoporose?

A osteoporose comumente causa fraturas que são bem doloridas e que além disso levam bons meses para sarar, podendo afastar o indivíduo por completo de suas atividades rotineiras. Na grande maioria dos casos a dor tende a se dissipar assim que a fratura é completamente curada, e em suma as fraturas tem tempo médio de três meses para curarem. 

Quando uma vértebra se quebra, algumas pessoas podem simplesmente não sentirem nada, enquanto outras sentirem uma dor absurda. A dor é uma resposta natural do corpo a um machucado. E no caso da dor de nível crônico do ombro, por exemplo, ela interfere na vida do indivíduo como um todo. 

Mas é possível aliviar as dores da osteoporose com alguns cuidados especiais. Veja abaixo alguns exemplos: 

Estimulação elétrica

Existe uma máquina específica para o envio de impulsos originados a partir de corrente elétrica. É uma técnica utilizada que visa ajudar o corpo a bloquear os alertas de dor. Mesmo sendo uma leve corrente elétrica ela é capaz de impedir de maneira sistêmica que a mensagem de dor consiga chegar ao cérebro. 

Medicamentos

Os medicamentos são os mais habituais para tratar a dor, mas não devem ser usados de qualquer maneira. Aliás, para que efetivamente tenha um bom resultado quanto ao caso do paciente, é fundamental que seja prescrito pelo médico responsável aquele que trará melhor resultado terapêutico. 

Medicamentos estão sujeitos a trazerem efeitos colaterais e quando usados de maneira indiscriminada é impossível prever os resultados que isso pode ter sobre o organismo. Consulte sempre o seu médico sobre o uso de um determinado medicamento para o seu caso em específico. 

Qual a melhor injeção para osteoporose?

Quem sofre com a osteoporose, está sem sombra de dúvidas, buscando pelo melhor tratamento, aquele que apresenta melhor resultado terapêutico e nesse sentido não raramente podem acabar pesquisando sobre qual a melhor injeção para a osteoporose. 

Os medicamentos classificados como bisfosfonatos são os mais prescritos para o tratamento da osteoporose e isso justamente pelo mecanismo como estes medicamentos atuam. 

Dentre os bisfosfonatos, um muito utilizado consiste no Aclasta, nome comercial do medicamento que tem como princípio ativo o ácido zoledrônico. A função desse medicamento é reduzir a presença de cálcio na corrente sanguínea reduzindo o processo de renovação óssea realizado. 

Na prática o ácido zoledrônico reduz a ação normal de renovação óssea fazendo com que a estrutura óssea perca menos cálcio que estaria sendo depositado na corrente sanguínea. 

Normalmente o medicamento é utilizado por pacientes com câncer no qual o processo de renovação óssea é acelerado devido a presença de um tumor, por exemplo. Mas também tem seu uso muito frequente para casos de osteoporose, atuando tanto no tratamento quanto na prevenção do quadro. 

De acordo com o mecanismo de funcionamento do Aclasta, o ácido zoledrônico, os ossos ficam mais fortes e resistentes, se tornando menos propensos a quebras. 

A renovação óssea é um processo natural mas pode estar ocorrendo de maneira mais rápida em pacientes com câncer e o objetivo do medicamento é justamente frear essa renovação óssea desencadeada pelos osteoclastos. 

Então o Aclasta é o melhor?

Dessa forma, se formos afirmar qual a melhor injeção para osteoporose hoje seria o Aclasta. Apesar de haver no mercado outros medicamentos com princípios semelhantes, até mesmo a duração de sua aplicação é maior, sendo de um ano para pacientes com osteoporose e podendo tranquilamente passar de um ano para pacientes com doença de Paget. 

Claro que somente o seu médico poderá receitar o medicamento com base no seu histórico clínico, mas é uma das possibilidades disponíveis. 

Qual é o CID da osteoporose?

O CID-10 nada mais é do que a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde. Ou em outras palavras é a classificação internacional da doença. Ao contrário por exemplo de um termo que pode ser empregado em um idioma e não em outro. No caso do CID-10 é possível identificar a patologia estando em qualquer lugar do planeta em que a classificação seja aceita. 

No caso da osteoporose, é preciso destacar que o seu CID vai do M80.0 ao M82.8. Dessa forma, quando o médico estiver traçando o diagnóstico do paciente deve se atentar quanto a isso, ou seja, a classificação exata do quadro. 

Por exemplo, um paciente com osteoporose idiopática, na qual não há qualquer razão para seus portadores terem os ossos fracos, a classificação feita deve ser a M81.5.

Agora se o paciente está apresentando o quaro de osteoporose após a menopausa por exemplo, sendo um quadro de osteoporose menopáusica, a classificação que deve ser dada é de M81.0.

Vale mencionar que quando a classificação termina com zero, após o ponto é uma condição clínica, quando o zero está ausente é outra condição. Como por exemplo o quadro de osteoporose sem fratura patológica, a condição está classificada como 81. Em 81.0 como vimos acima classifica-se a osteoporose menopáusica. É importante ter atenção quanto a isso. 

Apenas a título de curiosidade, a osteoporose localizada, ou lesquene recebe o código CID-10 como M81.6. Osteoporose não especificada está classificada de acordo com o CID-10 pelo código M81.9.

Qual o nome da injeção para osteoporose?

No mercado você encontrará algumas opções de injeção para osteoporose. É fundamental que a escolha entre qual é a melhor para o seu quadro seja feita pelo seu médico, responsável pelo seu caso. 

Aqui estamos expondo apenas aquela que apresenta o melhor resultado terapêutico, mas para isso ela foi usada seguindo todas as determinações do médico responsável.

A melhor injeção para osteoporose faz parte do grupo de medicamento conhecidos como bisfosfonatos, que são na prática medicamentos que atuam reduzindo a reabsorção óssea. 

A reabsorção óssea consiste em um processo natural. Mas pode ser acelerado por alguns eventos, como a presença de tumores especialmente que além de acelerar a reabsorção óssea ainda aumenta a concentração do cálcio na corrente sanguínea. No caso do uso do medicamento para pacientes com osteoporose, o mecanismo de ação é o mesmo. 

No caso do Aclasta, a injeção mais utilizada para o tratamento da osteoporose e consequentemente a que apresenta o melhor resultado, atua reduzindo a reabsorção natural que ocorreria, fazendo com que os níveis de cálcio na corrente sanguínea se mantenham estáveis, mas mais do que isso, que os ossos não o percam. 

Evitando a perda de cálcio dos ossos o medicamento consegue deixá-los mais fortes e consequentemente menos susceptível a quebras, que podem infelizmente ocorrer em pacientes que sofrem com a osteoporose. 

O princípio ativo do Aclasta é o ácido zoledônico. 

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